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Memorial da Luta pela Vida homenageia no Hangar profissionais de saúde e pacientes

O espaço abrigou um dos hospitais de campanha instalados pelo governo do Estado no período crítico da pandemia de Covid-19

Inspirado principalmente nas formas orgânicas da natureza, o Monumento está em frente ao Hangar
Foto: Rodrigo Pinheiro / Ag.Pará

O Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, ganhou na noite desta quinta-feira (22) um novo símbolo em homenagem aos pacientes e profissionais de saúde que lutaram contra a Covid-19 no espaço, onde o governo do Estado instalou um Hospital de Campanha no período mais crítico da pandemia. O Memorial Simbólico da Luta pela Vida, criado pelo artista plástico Ricardo Carvão Levy, está no centro do lago localizado na entrada principal do Hangar, na Avenida Dr. Freitas.

A solenidade de instalação teve a presença do governador Helder Barbalho; do secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas; do secretário adjunto de Saúde Pública, Sipriano Ferraz, e de outras autoridades.
Foto: Marco Santos / Ag. Pará
Foto: Marco Santos / Ag. Pará

O cantor Nilson Chaves, que foi paciente no Hospital de Campanha, participou da homenagem. A homenagem produziu momentos de pura emoção, como a apresentação do violinista Felipe Bruno, que tocava para os pacientes do Hospital de Campanha. Os cantores Nilson Chaves (que esteve internado no local) e Sandra Duailibe, e o Coral Plenitude do Grupo Premícias, da Igreja Assembleia de Deus, regido pelo sargento da Polícia Militar Rafael Souza, também fizeram um tributo aos profissionais de saúde e pacientes.

“Agradeço a Deus por estarmos hoje aqui, cumprindo mais uma etapa de um ciclo doloroso, um ciclo de provação e vitorioso, que busca a partir deste Memorial valorizar aquilo que há de mais caro, de mais importante, que é a vida. Certamente, este local já está imortalizado na história deste Estado. Aqui tivemos baixas, mas também salvamos muitas vidas, e por esse motivo este espaço deve ser muito valorizado”, ressaltou o governador Helder Barbalho.

Governador Helder Barbalho e outras autoridades durante a entrega do Memorial
Foto: Marco Santos / Ag. Pará

Para o secretário Bruno Chagas, é uma justa homenagem a todas as pessoas que lutaram durante o período da pandemia. “Essa entrega do governo do Estado mantém viva a lembrança de que, naquele momento, nós resistimos. Muitos, infelizmente, partiram, mas outros estão aqui para contar suas histórias e continuar perseverando junto a suas famílias”, frisou.

Sipriano Ferraz destacou o trabalho árduo e a superação dos profissionais de saúde da rede pública estadual. “Nós vivemos em um Estado de dimensões continentais, onde os desafios são enormes, principalmente na transferência dos pacientes. Abrimos cinco hospitais de campanha, um em cada ponta do Estado, e o hospital do Hangar foi aqui na capital a nossa grande referência, com mais de 420 leitos. Chegamos a operar com mais de 240 leitos de UTI. Simultaneamente, mais de 1.500 profissionais foram contratados. Com isso, só aqui no Hangar conseguimos salvar mais de 7 mil vidas, reforçando o compromisso deste governo com a saúde dos paraenses”, disse o secretário adjunto.

O artista parense Ricardo Carvão Levy (c), autor da obra
Foto: Marco Santos / Ag. Pará

Energia que flui – Com 50 anos de carreira, o artista paraense Ricardo Carvão Levy já esculpiu mais de 10 monumentos públicos. Nascido em 1949, em Belém, desde cedo entrou em contato com as influências das artes marajoara e tapajônica. Residente em Belo Horizonte (MG) desde 1964, ele tem no Memorial Simbólico da Luta pela Vida seu primeiro trabalho na capital paraense.

O artista disse que utilizou os processos de calandragem – conformação de materiais por cilindros aquecidos – e solda em tubos de aço. “Esse é um processo de criação minimalista, fruto de muita dedicação, amor e perseverança. Neste caso, inspirado principalmente nas formas orgânicas presentes na natureza. Eu gosto de deixar a livre interpretação, porém me inspirei na vida, em sua essência: artérias, raízes, na energia que flui de cada ser”, explicou.

Fonte: Agência Pará

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